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Fino Recorte

Havia uma frase catita mas que, por razões de força maior, não pôde comparecer. Faz de conta que isto é um blog de comédia.

Fino Recorte

Havia uma frase catita mas que, por razões de força maior, não pôde comparecer. Faz de conta que isto é um blog de comédia.


Roberto Gamito

16.07.18

Fagundes_2.0_Rei do gado_história _.png

 

 

Organizada segundo uma ordem só sua, que outros, na retranca interpretativa, mais fraquinhos de miolo, encafuados em mansardas nas quais transacionam títulos académicos por chouriços, apodavam de caos, Abílio Fagundes, jovem herdeiro do título "rei do gado", coisa que só fora possível devido aos préstimos ululantes de variadíssimas senhoras prenhes de qualidades visuais, donas de coreografias íntimas que nos ficam a pairar para sempre em ambas as cabeças, vá, na cachimónia, para não ajavardar, algumas das quais dignas de figurarem no panteão das putas, a vida era, segundo Fagundes, uma fonte de prodígios, quer em qualidade, quer em qualidade, quer também em qualidade. A quantidade vem por arrasto, como gostava, a espaços, de gracejar. Uma fonte cujo líquido mudava de quando em quando. Ora vinho, ora cerveja, ora água, ora urina, só para dar alguns exemplos.

 

Fagundes era um homem rijo, daqueles que já não se fazem, até porque foi resultado de uma experiência científica clandestina - perdoem-me o pleonasmo - e a equipa de cientistas foi dispersada a toque de porrada e com uma saraivada de chumbo.
À frente do seu tempo, baptizou a sua ferramenta de trabalho como "Desconhecido". Porque carrega as duas coisas que uma mulher mais aprecia num homem: grandeza e mistério.

 

Chilrear que ele não percebia nada do mundo - afirmação cuja magnitude só pode ser equiparada ao disparate de Jesus querer mudar as pessoas com uma farpela de pedinte - é grave e só pode ser atenuada - isto são palavras do próprio Fagundes, não são minhas, sou tão-somente o seu biógrafo - se o abusador, o herege, principalmente se pertencer à casta feminina, sofrer reiteradamente o castigo, não divino, mas satânico, se é que me faço entender.

 

Fagundes tinha um sucesso tão estrondoso com as mulheres, que o seu pénis estava cotado em bolsa. Só para terem uma ideia do bicho do bicho. O pénis de Fagundes era o combustível, o motor, o carro, o condutor e os passageiros da economia do seu país. Era, como direi, um pénis sacro. Ergueram-se, mas de forma mais humilde, cultos à volta do falo de Fagundes, os quais disseminavam os gemidos e os uivos dos senhor. E algum sémen, à revelia do visado.

 

Há uma história apócrifa, contada pelo próprio, que, apesar de ter todos os ingredientes da verosimilhança, me parece inverosímil porque assim o desejo, uma vez que tal estragaria a minha linha de discurso como biógrafo.

 

Disse Fagundes, num tom elevado, próprio dos escolhidos: Certo dia encontrei uma mulher cujo corpo era isento de defeitos e apliquei-lhe, como cavalheiro pejado de qualidades que sou, respiração boca-a-boca, mesmo ela não precisando, coisa que não deu qualquer resultado a não ser uma bela bofetada nas ventas. Cogitei, alcançando um estado de consciência mais elevado que o Nirvana, o chamado Red Hot Chili Peppers: Um tipo como eu, com provas dadas no campeonato da marotice, irrefutavelmente educado, calejado no existencialismo das miudezas da vida, não me lixem, uma pessoa nunca está bem à tona da vida. Está sempre em baixo, a sufocar. Ao facultar-lhe um beijo sentido, um beijo experimentado, estaria a trazê-la para um patamar de uma vida mais plena. Mas pronto, fui mal interpretado.
É o destino dos escolhidos.

 

Ela chamava-se Cátia, ou Andreia, ou Susana, ou Ana, ou Sofia, ou Sónia, ou Inês, ou Mariana, Marisa?, Cláudia, o que consegui decorar mesmo foi cada milímetro do seu corpo.
Sou mau com nomes, mas agora em epidermes não há quem compita comigo, concluiu Fagundes ou o biógrafo.


Roberto Gamito

02.07.18

 O Japão está a dar baile.

 

 

A defesa do Japão.

 

A vantagem de dois golos do Japão.

 

Guarda-redes do Japão.

 

A descontração com que o Japão remata à baliza.

 

 O Japão a tentar o 3-3.

 

 Final do jogo. Os jogadores do Japão a levarem na cabeça.

 

 

O Japão voou bem alto mas...

 

Portugal a ver o jogo entre o Japão e a Bélgica 

 

 

 

 

 

 


Roberto Gamito

01.07.18

meme.png

 

 

 

O jogo tem quatro minutos e já o Fernando Santos está irritado como se tivesse descoberto a mulher na cama com o melhor amigo.

 

William Carvalho não é um jogador de futebol, é uma antologia de passes falhados.

 

Não estou nervoso. Hoje fui a uma marisqueira e uma sapateira garantiu-me que íamos ganhar.

 

Chamam a isto uma parte de um jogo de futebol? Ganhem vergonha nas ventas, isto no máximo foi o Uruguai a dar um workshop de como engonhar durante 45 minutos.

 

A minha reacção a esta primeira parte dever ser idêntica à de uma gaja que leva para a cama um gajo visualmente apetitoso e depois descobre que ele é um trambolho no sexo. Estou francamente desiludido. E já nem quero repetir.

 

A defesa portuguesa dá tanta segurança como a polícia na série Luke Cage.

 

Noutra ocasião diria "chupem", "mamem", mas como foi o Pepe, cultor das entradas duras, digo: "Está todo lá dentro!"

 

Isto já não é um jogo de futebol, é uma epopeia. É só cantos.

 

Há um gordo que não consegue concretizar com as mulheres. Sabem qual é o nome desse gordo? Portugal.

 

Fernando Santos já meteu o Quaresma. Está a guardar o trunfo do telefonema para Nossa Senhora de Fátima para os descontos.

 

O Bernardo Silva parecia o professor Snape, do Harry Potter. Muita magia, muita magia mas depois morreu.

 

O Uruguai vai à área de Portugal como um velho rico sai à noite. Sai pouco mas quando sai é sempre para facturar.

 

Acabou. Podemos ir às nossas vidas e arrumar o William Carvalho junto aos bonecos de Subbuteo.

 

Vamos ter calminha e analisar a prestação da seleção portuguesa de forma racional. Só há um culpado: a música do Darkframe.

 

Bem, vou ali bater com os cornos numa rocha até ficar com amnésia. Não vejo necessidade nenhuma em recordar este jogo.

 

 

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