Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Fino Recorte

Havia uma frase catita mas que, por razões de força maior, não pôde comparecer. Faz de conta que isto é um blog de comédia.

Fino Recorte

Havia uma frase catita mas que, por razões de força maior, não pôde comparecer. Faz de conta que isto é um blog de comédia.


Roberto Gamito

21.06.18

Vou contar-vos uma história de sucesso. De uma senhora, CEO de uma empresa de cestinhos de vime, Matilde Almeida de Fonseca (espero não ter ninguém na minha lista de contactos com este nome), celebridade máxima no mundo dos cestos, que, à primeira vista, poderíamos argumentar que se aproveitava do seu funcionário mais fiel, Arnaldo Etrúcio, homem de competências várias, ou pelo menos fruía com deleite de parte substancial de Arnaldo, a parte, como direi, mais espevitada se aliciada com certas danças velhacas. Como agravante, exclamarão com fúria tartamudeada os apóstolos dos bons costumes, abusava da cintura de Arnaldo com alguma assiduidade. Arnaldo chegava a casa com a anca em fanicos, toda escavacada. O que o levou a abdicar do seu passatempo como professor de samba.

Essa é a versão desses patrulheiros da luz. Eu tenho outra bem distinta. Por sorte, ou por pirraça, encontra-se mesmo nos antípodas da primeira. As pessoas habituaram-se a ver o demónio na luz, para essas não há salvação.

Como está bem de ver, tratava-se, sem margem para erro, de uma relação digna de admiração. Quanto a mim, é sempre salutar quando as pessoas - patroa e empregado - conseguem juntar o amor ao trabalho.
Fala-se muito do bom ambiente no trabalho, todavia a maioria das pessoas faz-se de parva quando é referido o contributo crucial do amor. Sem ele, a labuta será sempre estéril, desprovida de significado, um pão sem sal e com bolor.

Arnaldo era uma das raras pessoas da vila que ia a sorrir para o trabalho. Sempre pontual, nunca faltou, disponível até dizer chega. Essa é uma das principais razões do sucesso da senhora Matilde, magnata dos cestinhos de vime.
Amor.

Case study, Forbes.

 

 

Arnaldo chegava a casa com a anca em fanicos, toda escavacada. O que o levou a abdicar do seu passatempo como professor de samba.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D

Sigam-me

Partilhem o blog