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Fino Recorte

Havia uma frase catita mas que, por razões de força maior, não pôde comparecer. Faz de conta que isto é um blog de comédia.

Fino Recorte

Havia uma frase catita mas que, por razões de força maior, não pôde comparecer. Faz de conta que isto é um blog de comédia.


Roberto Gamito

21.12.21

Continuando na senda do episódio do ano passado, os melhores livros que li durante 2020, decidi levar a cabo a edição de 2021. Eis uma lista sumária de alguns dos melhores que li durante este ano. Cada livro é acompanhado de um breve comentário. Foi um ano pautado pelos Contos e pelo Ensaio. E muitas releituras, daí que a poesia, o género que é mais querido, não tenha tantos representantes como em anos pretéritos. Ao terminar o episódio, dei-me conta que me esqueci de alguns vultos. Só para citar dois, A Era do Capitalismo da Vigilância de Shoshana Zuboff e Confabulário de Juan José Arreola. 

Túnel de Vento, Roberto Gamito

Túnel de Vento é simultaneamente um podcast e um erro.
Há improviso, humor, lamirés sobre literatura e poesia e, de longe em longe, javardice de elevado quilate.
De Roberto Gamito e suas vozes.

Espero que gostem do episódio. 

Podem acompanhar o Túnel de vento nas plataformas habituais: Soundcloud, Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts

 

 


Roberto Gamito

30.12.20

Dezembro é o mês das listas. Em boa verdade, careço de paciência para enumerar coisas, sejam elas de que teor forem. Quando muito, canalizarei a réstia de energia que habita este corpo molengão para vos partilhar algumas curiosidades.

O verdadeiro nome de Platão era Arístocles. Platão, em grego, quer dizer algo como “costas largas”. No fundo, prestamos homenagem à sua alcunha. Platão é, de facto, um costas largas no tocante ao pensamento ocidental. No meu humilde parecer, o lado vantajoso em ler um livro—e por vezes basta um fragmento, uma frase—é pôr-nos a imaginação a fervilhar. O vulcão outrora adormecido entra, mais uma vez, em actividade. E seja o que Deus quiser.

A biblioteca é o que de mais parecido há com uma utopia concretizada. Suicidas, homens, mulheres, gays, lésbicas, pobres e ricos, reis e marginais convivem pacificamente nas prateleiras. Eis a bela cidade dos ácaros onde o pó prospera.

A mania das listas, da qual somos herdeiros, terá começado provavelmente na Biblioteca de Alexandria quando, diante daquela imensidão de papiros e pergaminhos, o Homem se deu conta que nunca poderia ler tudo o que há. Um dos primeiros grandes sonhos da humanidade ruiu nesse dia. Nenhum Homem, por mais dedicado que fosse, poderia saber tudo. Quais eram os livros imprescindíveis de cada género? Quais são os poetas essenciais?
Os gregos tentaram salvar três tragediógrafos: Sófocles, Ésquilo e Eurípedes.
De Sófocles, de que há registos de ter escrito 120 tragédias, chegaram-nos 7. Não conseguimos salvar tudo. Fazer listas é jogar a mão aos sobreviventes do naufrágio. Não podemos salvar toda a gente.

 

Dezembro, o Mês das Listas, Roberto Gamito

 

 

 

 

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