Roberto Gamito
27.09.25
O comediante estava feliz. O público ria sempre. Estava preso num gif. O inferno do mesmo.
Ele: Fazes o meu tipo, mas...
Ela: Mas o quê?
Ele: ...turbei-me.
A boneca insuflável sente-se enojada pelo namorado, um homem normal. Apanhou-o na sala com um cão de porcelana.
Orfeu: Olha, vou contar aquela piada racista. Foda-se, Eurídice, outra vez. Já te tinha dito para não olhares para trás. Que inferno, pá.
Ironia macaca é ser mecânico, passar os dias debaixo dos carros e morrer atropelado.
Sublinho as partes menos importantes dos livros. É uma forma que eu arranjei de nunca me esquecer que sou parvo.
Apostar em mim é como apostar num cão de porcelana numa corrida de galgos. É simultaneamente patético e risível. Uma boa aposta, portanto.
A química e física das relações esporádicas. Tinha umas mãos de ouro. Apesar disso, ela não reagiu.
Um homem a partir dos 40 é um boneco de neve. Duas bolas e gelo.
Adorava ser homossexual só para poder dizer: Ando à procura do meu Van Damme. Alguém que me dê luta e abra as pernas como ninguém.
Época balnear.
A água estava tão gelada que a tatuagem da coruja que habitava a coxa voou até ao bosque.
O hip-hop abriu-me os olhos para muita coisa. Sem ele dificilmente descobriria as infindas possibilidades de acampar um boné na cabeça.
Antes do Big Bang, Deus não tinha tempo para nada.
O infantário é um estúdio de tatuagens não permanentes.
Estou a contar os dias até que uma feminista se lembre de propor a alteração da palavra “Encé(falo) para algo como “Encécona”.



