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Fino Recorte

Havia uma frase catita mas que, por razões de força maior, não pôde comparecer. Faz de conta que isto é um blog de comédia.

Fino Recorte

Havia uma frase catita mas que, por razões de força maior, não pôde comparecer. Faz de conta que isto é um blog de comédia.


Roberto Gamito

16.12.21

Como poeta jovem, promissor e sem talento, fora oficialmente convidado para encetar uma viagem inaugural de uma rota espiritual entre este século e os que hão-de vir, tendo partido do apeadeiro da miséria, que, como é sabido, fica espalmado entre o passado e o futuro, a bordo do magnífico piçalho Cabecinha Especial (que tantas carreiras catapultou para dentro do castelo da fama), assim baptizado em honra do primeiro activista do twitter, Abílio José, que, alegadamente, teve uma boa acção. Qual é a relação entre os dois nomes? Isso é assunto que não domino, só estou aqui para agradar.

Para sair do anonimato, em vez de escrever como os antigos aedos, costume obsoleto, sublinhe-se, deu à luz uma série de danças no TikTok durante as quais dizia em tom esganiçado as passagens mais célebres d’Os Lusíadas. Durante muito tempo pensara que ser poeta era pôr apóstrofos à desgarrada, como se a prosa estivesse sujeita ao espartilho da métrica. Antes isso que fazer poesia com o que está no frigorífico.

Adepto de cilindrar a língua com muletas linguísticas — fanatismo que fez escola —, só descansava quando o verso estivesse a abarrotar delas. O verso que o celebrizou ainda hoje põe a chorar os professores, sobretudo os mais antigos que ameaçam suicidar-se se não o retirarem dos manuais escolares. Todavia a nova escola de críticos é unânime em incluir o verso no Olimpo das coisas belas. Imagina, tipo, mas ya. É de uma beleza simultaneamente estonteante e nauseante. Segundo os entendidos, é o único verso da literatura universal capaz de apresentar ao Homem toda a gama de sensações. Sem ironia, estamos diante de um verso capaz de condensar a condição humana, um verso atrás do qual se acoita a verdade, uma espécie de árvore na qual Deus esvazia a bexiga.

O livro Gluglu e Outras Onomatopeias foi ignorado nos círculos literários e elogiado nos círculos de bebés cultos. De seguida, uma pedrada no charco, Levas uma Chapada nas Trombas que Te Fodo, o canhenho onde, segundo os críticos, moram as sementes de políticas inovadoras. Nele vêem-se referências a poetas selvagens, taberneiros e várias menções a zaragateiros famosos. Mais tarde, sentindo o afastamento dos jovens em relação à, digamos, sua arte, criou a anáfora contínua. Um livro de poemas onde todos os versos começam com “imagina”. No parecer dos mais ilustres críticos cegos, nasceu um novo Italo Calvino. Imagina, seguido de uma coisa óbvia: eis-nos diante de uma proeza ímpar.

Bruno Marante, crítico da altura, chamava-lhe génio implacável, ghostwriter de Deus, ao passo que o pai, mais contido, o chamava “burro do caralho”. Obviamente, as leituras são várias, não podemos agradar a todos.

Como classificar a mão deste poeta? É uma mão feia, com indícios de doenças nos ossos que o hão-de atravancar quando for mais velho, fora isso, era desmistificador aos dias de semana, mitificador ao domingo, iconoclasta e idólatra consoante as estações, moralista e petit savage dependendo dos certames, calado ou prolixo dependendo do peixe que dava à costa nos balcões dos bares. Mas quem é este homem, afinal? Não faço ideia, caro leitor, eu é mais filmes mudos.

 

Poeta de Instagram, Roberto Gamito

 


Roberto Gamito

11.12.21

a verticalidade — a ficção suprema

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a verticalidade — a ficção suprema
é sempre a mesma estranheza estremunhada
a interpretação soluçante e com isso a condenação

Continua aqui: Medium

 

este poema não é a música a que tu chamas casa

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este poema não é a música a que tu chamas casa
é um bárbaro ganhando estatura entre o amor e a morte
é o cavalo-súmula de todas as corridas escarnecendo das apostas

Continua aqui: Medium

 


Roberto Gamito

10.11.21

A mulher levantou a saia e comunicou-me: “algures por aqui encontra-se o grande viveiro das histórias, a fábrica das temperaturas prazerosas, o estaminé dos gemidos onde as palavras perdem a pose”. É tudo muito bonito, ripostei eu com um cigarro a pender dos beiços, todavia não é por aí o caminho. Ah, como a tua coragem literata (melhor dizendo, vegetal) aproxima todos os monstros.

Os precipícios deste diálogo? A minha intenção era soletrá-los desde o início de molde a domesticar a vertigem, ceifar o coro de lamúrias que se acoita nos atalhos jamais trilhados com um sopro à lobo mau. Estou fodido, estou fodido, estou fodido, repetimos nós diante do espelho como se fosse um refrão ritualístico. Que mais posso dizer sobre o que não sucedeu? Num suspiro isolado há famílias inteiras de guilhotinas disciplinadas. Mas com que sacrifício foi adquirida essa disciplina? Isso daria uma biblioteca.

Estudava a carne recém-descoberta com obstinação, paixão e nervosismo, com base no que aprendi nos documentários dos exploradores. Onde é que isto vai parar? Que pergunta ingénua!, disse-me. Ninguém é obrigado a saber tudo. Não nego que a literalidade tirânica que grassa presentemente me oblitera o tesão. É necessário pôr as palavras a dançar antes de estas alcançarem o epicentro das nossas intenções, uma certa fantasia a fim de encontrar as coordenadas derradeiras, um certo fogo antes do fogo para que o relâmpago que faz de ponte entre os olhos famintos nos singularize.

Não me espantaria nada se daqui a alguma décadas a literalidade extingui-se o tesão. Segundo o meu parecer de leigo, as carnes ofegantes apreciam ser prefaciadas numa cama de metáforas, de tangentes que, ao tocar na pele, se desfazem em delicadas carícias. Sou, não escondo, um cultor das entrelinhas — possivelmente o último da minha espécie. Já repararam que as entrelinhas de certos poemas são povoadas por gigantes, deuses, paisagens inconcebíveis que a palavra tenta em vão legendar?
A dimensão do que ficou por dizer faz cócegas até ao cérebro mais dotado. Se quiséssemos, podíamos esconder o mundo entre dois versos.

Todavia o mundo dos homens só ocasionalmente se equipara ao poema. Tal abismo fez-me andar de um lado para o outro, coreografia herdada de um pêndulo, espantando lagartixas que apanhavam banhos de sol nos caminhos de cabras.
Em todo o caso, por onde eu ando já alguém andou.

Irritado, partilhei a minha descoberta com o espelho.
Ficou indignado, trocara o refrão por um deixa inédita.
O reflexo acusou-me de exagero, de invenção, de mistificar o indizível. Recomendou-me que regressasse à lengalenga do costume.

O sofrimento é o meu grande professor. Em boa verdade, não é, mas receio sofrer mais represálias. E a rosa, a rosa polivalente, amiga sempre disponível para fazer uma perninha nos poemas? Era um abuso prendê-la neste pedestal desfalcado onde a carne e as aves se ausentaram.

Na ocasião, algo inédito e gigantesco deve ter-se introduzido na conversa. Infelizmente, não teremos tempo para dissecar o monstro. As conversas murcham quando não alimentadas com fome.
E como nos comportaríamos nós, imaginando a sequela desse encontro, diante desse monstro saído da hesitação de ambos?

Na vida, tal como no poema, semeamos reticências. Delas brotarão o Inverno ou a Primavera, conforme a sorte ou o engenho. É preciso muita paciência para encontrar a deixa certa no meio de um guião prenhe de lengalengas. E continuámos a falar — a papaguear não importa o quê.

 

Cultor das Entrelinhas, Roberto Gamito

 


Roberto Gamito

04.11.21

Luís Carmelo, Tertúlia de Mentirosos

Luís Carmelo. Escritor.

Deambulámos por uma enormidade de temas, a saber: livros e livros diluídos, o leitor é um animal em vias de extinção?, verticalidade dinamitada e horizontalidade pós-moderna, Gnaisse, clássicos e livros novos, metáfora e o salto, pensamento nómada, o jornalismo e as redes sociais, um mundo sem memória nem futuro, literatura portuguesa e o humor, o humor envelhece mal?, universalidade e a tentação de responder à própria época, experiências da intensidade.

Podem ouvir o episódio aqui ou noutra plataforma de podcast.

 


Roberto Gamito

02.11.21

Inspirado na frase de Shiki, poeta japonês, mestre em haikus e em tankas, resolvi aquecer as unhas garatujando uns humildes poemas breves. Citemos, então, a frase: “Sinto a dor e vejo a beleza”.

A ideia da beleza apesar da dor interessa-me muito. A dor, grande ou minúscula, não deve ser capaz de nos cegar. Caso contrário está tudo perdido.


1.
a criança
abriu os braços
e o mundo expandiu-se

2.
na boca um começo
no começo uma vida
na vida a guilhotina

3.
por entre os pinheiros
o vento apresenta-me
os caminhos inéditos

4.
a rã no tanque
a imaginação e de supetão
o cachalote nadando nele

5.
o cio dos gatos
rasga o silêncio nocturno
em mil e um bocados

6.
uma mão
uma só mão
deita abaixo os muros

7.
velha de joelhos
deus surdo
vida inalterada

8.
há uma ponte
mas o cavalo
não se fia em metáforas

9.
da ponte
avisto um muro —
suicídio

10.
pouco peixe no rio
fome duradoura
tornado atulhado de achigãs

11.
que dimensão
tem o amor
num poema tão breve?

12.
mão a laborar
argila desconfiada
busto desfeito

13.
a brisa sopra
todavia é o tornado
que habita o pensamento

14.
o mundo sempre de costas
quando olhas para ele —
não despertas qualquer interesse!

15.
a Primavera chega
e na mesma tarde
os corvos crocitam

16.
cala-se o poeta
todos regressam a casa
sem palavras

17.
esmago mosquitos
contra as folhas
do tratado de paz

18.
fracasso —
uma cama gigante
para um

19.
livros de guerra no chão
e eu no seio deles
a dormir a sesta

20.
herói sazonal
vitória momentânea
guerra duradoura

21.
escrevo
na companhia
dos dias abortados

22.
competindo pela minha atenção
pardal e criança
ambos aos saltinhos

23.
o poeta sazonal
agarrado à Primavera —
que desilusão!

24.
a sombra
inspirada na sombra da casa
à sombra do poema

25.
paixão recente
nova luz
a entrar pela janela

26.
o mundo antigo
é fresco
para quem se demora

27.
o vento
é uma ave
incapturável

28.
sem necessidade de magia
o poema de amor
pôs a mulher a flutuar

29.
sou acordado
pelo ontem
e adormeço sentado

30.
quando a depressão
foi exorcizada
a vida já lá não estava

Dor e a Beleza, Roberto Gamito

 

 


Roberto Gamito

04.03.21

Esperam lucrar com os meus suspiros
o canto retrocede na ave empalhada
menos fricção e esforço, animal agrilhoado
selvajaria dúctil disposta em prateleiras
reflexo distorcido, casa de espelhos,
espectáculo de feira popular, livre-arbítrio
embalsamado, para carteiras abastadas.
Pretendem atordoar-nos com uma saraivada
de promessas, tornar a gaiola tão omnipresente quanto possível.

O voo de laboratório, apetite sussurrado por terceiros,
musas amordaçadas, cadáveres de outros tempos ordenhados,
cadáveres mais ou menos esquisitos, mais ou menos prolixos
enquanto, livremente, se dá o saque do Eu.

Apesar destes versos de apreensão
nada musicais a ilustrar uma época sem arte
as conclusões sobre as sobras foram brandas.
Subestimámos a pilhagem, despimo-nos e rendemo-nos
aos juízos ubíquos. Despedimo-nos do pensamento
para nunca mais regressar, quais Ulisses desmemoriados.
Em todo o caso, não há Ninguém à nossa espera
aqui ou em parte alguma.

Personagem esfarrapado e aos trambolhões
oriundo de uma História com mil e uma versões.

Nascemos com o pescoço picotado
as guilhotinas tombam na região certa
ó esbraguilhado alvo inerme
ao passo que fotografias celebram os gritos adiados
elevando a miséria ao pedestal da arte

um emaranhado de equívocos aziagos, uma constelação de nós
e sangue cifram o sofrimento. Por fora, seres tão felizes
quanto fictícios, manejados com mestria pelo titereiro.

Babam-se no literal com perucas de gigantes
são incapazes de sair da hipnose engrandecedora
eis os Homens do século XXI.

Surdos, calcorreamos um trilho juncado de sonhos e promessas quebradas, qual faquir deste século a cair aos bocados, tudo estala como a quitina dos insectos outrora alados. Graças às miragens, já ninguém morre sozinho agarrado à sua dor.


Que fiz eu realmente para usar tantas máscaras?
Anestesiámos a nosso coração com narrativas enobrecedoras,
o último grito da fantasia — sem perceber o fim em vista.

Estou contente ou envergonhado por sorrir sem vontade?

Segundo Sartre, a voz nasce do risco: quer para nos perdermos, quer para ganharmos o direito de falar na primeira pessoa.

 

A Voz e o Risco, Roberto Gamito

 


Roberto Gamito

16.01.19

Pessoa_chapeu.jpg

 

Acaricio com vagar as palavras com malabarismos aprendidos de véspera, desassossego a carne com pinotes de anca, da boca à cona um trajecto, tradicionalmente lúdico, evitando o catecismo do sentimentalismo barroco, que é como quem diz um gosto de ti insuflado por justificações capazes de diluir qualquer estirpe de tesão, calma, ainda tépido mas não vulcânico, a pichota pneumática escavacando prazerosamente o pesadelo, para gáudio de uma cona faminta, a qual, a espumar-se de alegria, aguardava num dialecto de gemidos o caralho qual povo sul-americano a aguardar o seu deus arcaico, bem sei, dar-te-ei até garatujares com esporra um soneto no sítio mais recôndito do cérebro e um tegumento lácteo te envolver o corpo, os despojos de dois corpos à procura do seu idioma, como manda a doutrina da língua brava, e teço versos — vá, suplico-vos, não sorvam isto de forma literal — do mais contemporâneo modernismo. Um moderno mesmo moderno. Muito haveria a discorrer sobre o que é moderno e as nossas — inumeráveis —falhas em compreendê-lo. Fernando Pessoa fê-lo exemplarmente num dos seus ensaios. Conto com a vossa boa-vontade crítica para fugir a interpretações precipitadas. Será que estamos a ficar cada vez mais burros? É uma pergunta para a qual não consigo encontrar resposta; uma vez que, infelizmente, estou a ficar cada vez mais burro.
 
Cuido de evitar um uso mais fulminante da língua no dia-a-dia, é pouco provável existirem ocasiões para comunicar ao outro: vinha-me, de uma ponta à outra do teu corpo, até ficares enfarpelada com uma samarra de esporra; daí que me tenha refreado um tudo-nada no parágrafo anterior. Contudo, a poesia é território de homens ímpares, de outras mãos, linhagens de homens indomáveis; província na qual a língua é levada às cordas. Se há pessoas que enchem o cu com idealismo importado, macacada ruminada e polida pronta a ser vendida a qualquer papalvo, um idealismo mistificado pelos holofotes do espectáculo e, vamos lá, o acto contínuo de vomitar informação que raras vezes o é, uma vez que os jornalistas se demitiram do seu trabalho e o algoz, incompetente, esqueceu-se de os avisar da sua morte. Bem sei, os tempos são outros, os quádruplos sentidos de um Sterne, e as piruetas poéticas de Walt Witman parecem envergonhar-nos, dada a nossa estatura actual. O afunilamento interpretativo iria trazer, mais dia menos dia, problemas deste quilate. Finda esta achega preambular, é tempo de principiar a crónica propriamente dita.
 
Segundo aquilo que me foi transmitido por um pássaro atento às gordas que encimam as notícias, foram retirados três versos da Ode Triunfal, poema de Álvaro de Campos, o Walt Whitman português, heterónimo de Fernando Pessoa. Se assim é, proponho, já que estamos numa de arrumações da língua, uma mudança no título. Para: Ode triunfal, caso mo permitam, já que não pretendo aporrinhar ninguém. Assim já se digere. Os três versos foram substituídos por linhas a tracejado por conterem — ai meu Deus, que a minha avó nunca veja este texto — linguagem obscena. E que tal adoptar esse procedimento para tudo o que é obsceno? A Internet transformar-se-ia num mundo encantado do tracejado. E que mundo maravilhoso seria.
 
Outros ousaram dizer, há com cada herói, que era uma linguagem explícita. Eu tomei a liberdade de viajar até ao dicionário para conversar com o vocábulo “explícito”. Até à data, significa manifesto, expresso. Motivo suficiente para passar uma tarde à batatada com jornalistas e censores. Se há coisa que a poesia não é — salvo raras excepções, como por exemplo Bukowski — é manifesta. Por regra, cada verso é dotado de uma profundidade que alberga uma fauna cuja diversidade nunca é inteiramente estudada. Em parlapié de bêbedo, em cada verso há uma carrada de bichos. Bichos esses inebriados pelo jogo de luz e de sombras. Catalogar isto como manifesto é vir com o bibe de casa para o trabalho e tentar parecer sério.
 
Ó automóveis apinhados de pândegos e de putas
Não tencionando acicatar a maralha censória, mas cumprindo o meu dever de cronista de pendor humorístico, o que está à nossa frente é uma imagem retirada do carnaval brasileiro, sendo que as putas, sendo brasileiras ou outras, há-as em todos os cantos do mundo, louvado seja Deus; não, não quero denegrir as putas brasileiras, mas também não tenciono desanimar as putas lusas que labutam tão bem ou melhor que as suas irmãs, mas que, por regra, são votadas ao esquecimento. Em suma, um automóvel a abarrotar de gente foliona que, vai-não-vai, há-de descambar numa orgia. E qual é o mal? É melhor isso que encontrarmo-nos todos num funeral.
 
E cujas filhas aos oito anos —e eu acho isto belo e amo-o!—
Masturbam homens de aspecto decente nos vãos de escada.

Vamos lá abordar estes dois marotos, antes de vos mandar ao veterinário para tratar dessa raiva. Num cenário real, um episódio concreto, isso mereceria a nossa maior vaga de indignação, nada mais humano, tal o episódio em questão. Porém, estamos em terrenos poéticos, onde, mesmo que chovam dedos em riste, a espumar de não-pode-ser-assim, a palavra não pode ser suprimida. A palavra não se verga diante de ninguém. A língua não é vassala de ninguém. A poesia é o último reduto para a língua se descobrir. Chega, apesar de taralhouco, sei que não posso dar mais trela a este assunto. Estamos a ficar todos tantãs e eu acho isto belo e amo-o!
_______
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