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Fino Recorte

Havia uma frase catita mas que, por razões de força maior, não pôde comparecer. Faz de conta que isto é um blog de comédia.

Fino Recorte

Havia uma frase catita mas que, por razões de força maior, não pôde comparecer. Faz de conta que isto é um blog de comédia.


Roberto Gamito

08.01.19

Marcelo Rebelo de Sousa, bloco de plasticina assiduamente moldado por mãos nervosas e políticas, Presidente da República de Portugal, segundo a wikipédia, confesso, tive de ir ver, não me interesso por aí além por esses assuntos, eu é mais gastronomia alentejana, observação de passarada e estudo rigoroso de mamas saltitantes em sites credenciados. Levo muito a sério a minha formação, evito, de facto, assistir às aulas dadas em sites se estes não me garantirem oportunidades de deleite. Em que medida é que isto tem a ver com o senhor Marcelo? No mínimo, tem tudo a ver. Se tudo é política, então o visionamento de mamas saltitantes confere-me um grau equiparável a um catedrático de um cadeira de política internacional. Então, sem mais delongas, vamos a isso, antes que o tema arrefeça.

 

O empregado do mês da empresa de distribuição de beijocas ligou para o programa da senhora Cristina Ferreira, a qual confessou há dias ou semanas, segundo o confiável Correio da Manhã, que era uma mulher árdua de aturar. Comovi-me e meditei: Aturar-te-ia de bom grado, voluptuosa Cristina Ferreira, até porque suspeito que estou a caminhar para moco e isso, parecendo que não, só nos compatibiliza. Devido a burocracias, tais como o facto de não ter o contacto dela, e haver uma hipótese remota de, mesmo que houvesse um número de telefone, ela não querer nada comigo, abortei o meu magnífico plano de uma relação que seria, no mínimo, perfeita. Sou bastante inseguro, ela é que perde.

 

O que não sucede com o galã Marcelo, calejado na arte do beijinho, treinado na arte do afecto, uma anaconda especializada no abraço asfixiante, sempre solícito a distribuir calor ou aparecer, qual penetra, numa selfie, providenciando a qualquer anónimo um bom engajamento nas redes sociais. Segundo se conta, Marcelo terá querido estabelecer alguma paridade entre SIC e TVI, marcando, desse modo, embora de formas distintas, presença nos dois canais. Em linguagem de pessoa crescida, não quis que nenhuma criança ficasse sem o chupa. Preveniu o choro de uma estação televisiva que, como é sabido, é pior que uma manada de putos atrás de um chupa gigante. Essa é uma interpretação. A outra, uma mais cínica, mais adequada ao nosso século, é que o Doutor Marcelo adora ficar bem na fotografia. Seja ela literal ou simbólica. O senhor Rebelo não faz cá distinções. Desconfio que, dentro de pouco tempo, alguém lhe entregará o prémio de modelo fotográfico mais calejado, apesar de a concorrência feroz não lhe dar tréguas, nomeadamente as mulheres divorciadas, as quais tiram umas poucas centenas de fotos atrás da mesma árvore, e de pitas que confundem o twitter com uma sessão fotográfica para um catálogo infinito. Seja como for, não estando o senhor Sousa na flor da idade, tem fôlego de sobra de forma a deixar para trás a concorrência. Merece todo o meu respeito. Quando é para dizer bem, é para dizer bem. Não ganho nada em ficar com os elogios guardados no miolo.

 

Embora a situação não me provoque comichão, em virtude do uso de uma pomada preventiva chamada tenho-mais-merdas-em-que-pensar, o senhor Presidente aterrou num ninho de cobras. A justificação usada, a da paridade, pô-lo num sítio deveras pantanoso. Agora terá de mandar uma carta ao Malato, partilhar um post da página de facebook da RTP2, dar um linguado ao Pedro Boucherie, da SIC Radical, levar a cabo qualquer coisa sem visibilidade no Canal Q, convidar para um encontro literário uma actriz de um canal erótico, ser o duplo de Deus por um dia, ser o Stan Lee nos próximos filmes da Marvel, aparecer numa prank do youtuber João Sousa, abrir o espectáculo do Nilton com piadas escatológicas, limpar as lágrimas ao Filipe Vieira com uma toalha de piquenique, emprestar-me 1 milhão de euros (dispenso os afectos), elogiar a ginga da Bumba na Fofinha, ser o servente numa obra que se arrasta há anos ao pé de minha casa, aconselhar os velhotes, nas compras lá para casa, apalpando politicamente a fruta, e assim por diante, até confundirmos a sua agenda política com um meme.

 

E, em havendo tempo, talvez fazer as folgas do José Figueiras.

 

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