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Fino Recorte

Havia uma frase catita mas que, por razões de força maior, não pôde comparecer. Faz de conta que isto é um blog de comédia.

Fino Recorte

Havia uma frase catita mas que, por razões de força maior, não pôde comparecer. Faz de conta que isto é um blog de comédia.


Roberto Gamito

14.05.21

Se o seu amante chegar mais cedo do que o combinado, não se ponha com piadinhas do género “já estava à espera disto” a fim de passar a ideia batida de que o macho sofre de colhões nervosos.

É de esperar que uma mulher contabilista tenha uma folha de excel onde regista a sua actividade sexual, a saber: quantas vezes levou com ele, uma crítica à performance do macho, se há futuro nesta ou naquela picha, se há propensão para preliminares, o tamanho de sarda (medida a olho), a grossura da dita que, segundo fêmeas no terreno, é um atributo importantíssimo e se a conversa que preludia a foda a humedece ou não. Não espero menos que isto de uma mulher contabilista.

A não ser que seja homossexual, não lhe aconselho chamar à parte a sua melhor amiga para lhe perguntar: “O gajo veio-se dentro de ti?” É o tipo de abordagem que devemos evitar a todo o custo.

Numa conversa entre homens propensos ao romantismo, que também os há no mundo real, é provável que a conversa, quando toca em temas de trancabailado, chegue a este apeadeiro: “Chupou-te com ternura? Engoliu a esporra romanticamente? Deixou-se enrabar sem citar escritores do movimento Romântico?”
Como é fácil de ver, homens sensíveis até dizer chega.

Assim que o pinanço findar, não se ponha com ideias de perguntar à fêmea de cona fumegante como classificaria a actividade coital. É o género de informação que ninguém recebe com prazer.

Mesmo que haja confiança, à pergunta “sabes o que me apetecia”, nunca responda “uma bela verga no olho do cu”. Há fortes possibilidades de ela o bloquear nas redes sociais. Faça de conta que é um cavalheiro que não passa cartão ao sexo. Aguente firme nesse papel até que pingue a primeira nude.

Se for um primeiro encontro, paute a sua conversa pela educação. Que é como quem diz, ofereça a sua picha com toda a cortesia.

Se o cavalheiro preferir enterrá-lo no cu, ofereça-lo imediatamente sem resistência. A vida são dois dias, quanto mais depressa ceder, mais fodas poderá amealhar nesse rabo. Seja esperta.

A cona aburguesou-se. Antigamente fodia-se onde se podia, na rua, num palheiro, no mato. A ideia da foda certa no lugar ideal apunhalou pelas costas muito pénis faminto, perdoem-me a poesia.
O sexo não medra no terreno da idealização.

Pus no meu currículo que trabalhei numa linha erótica. Embora não seja verdade, já muita mulher se masturbou a escutar a minha voz. Era novo e inocente e caí no conto do vigário, isto é, da precariedade, uma vez que o trabalho não foi remunerado. Se fosse hoje, teria pensado melhor, e provavelmente teria ocorrido da mesma forma.

Não se esqueça de dizer “obrigado” quando, findo o hino do tesão durante o qual as palavras fazem a cama à carne, o pénis desconhecido lhe entrar pela cona. Não custa nada sermos educados e dessa forma mostra ao homem que é detentora de uma pachacha hospitaleira.

A foda humaniza homem e mulher. A queca é pôr a picha, a cona, rabo, língua, toque à altura das circunstâncias. Se somarmos tudo, temos um ser humano apto a propagar o amor.

Se estiver a ver um filme com a sua namorada e este entrar numa parte enfadonha, faça-lhe um minete para a manter entretida.
Aqui não há margem para dúvidas: se a mulher adormece, a culpa é do homem.

 

Uma picha à altura das circunstâncias, Roberto Gamito

 

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